CBV adia mais jogos da Superliga de vôlei por casos de covid-19

A Superliga de Vôlei continua tendo jogos adiados em razão do aumento de casos do novo coronavírus (covid-19). Um exemplo é a partida entre Sada Cruzeiro e Farma Conde Vôlei São José, que estava programada para ser disputada no próximo domingo (9) em São José dos Campos.

O adiamento da partida foi solicitado à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) pela equipe mineira, após quatro de seus atletas testaram positivo para o novo coronavírus (covid-19) nos últimos dias: os levantadores Fernando Cachopa e Resley, e os centrais Isac e Guilherme Rech.

Segundo o Sada Cruzeiro, “os jogadores estão em isolamento e a situação de cada um vem sendo acompanhada pelo Departamento Médico do clube. Todos estão bem, com sintomas leves ou assintomáticos”.

Outra equipe que pediu o adiamento de uma partida por conta de casos de covid-19 no elenco foi o Vôlei Renata. Após Cristiano, Barreto, Sérgio e Lucão testarem positivo, o time solicit à CBV a mudança da data do confronto do próximo sábado (8) contra o Sesi-SP.

Segundo o protocolo de saúde da CBV, o time que apresentar quatro jogadores ou dois levantadores infectados pode solicitar adiamento de jogo.

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Covid-19: Brasil registrou 22,35 milhões de casos e 619,5 mil óbitos

A quantidade de pessoas contaminadas pelo coronavírus ao longo da pandemia subiu para 22.351.104. Em 24 horas, secretarias de saúde confirmaram 27.267 novos diagnósticos positivos da doença.  

Ontem (4), o sistema de informações do Ministério da Saúde contabilizava 22.323.837 casos acumulados. Ainda há 116.118 casos em acompanhamento, de pessoas que tiveram o quadro de covid-19 confirmado.

Já a soma de pessoas que morreram por complicações relacionadas à covid-19 foi para a 619.513. Entre ontem e hoje, órgãos de saúde registraram 129 novas mortes. Até ontem, o sistema de informação do Ministério marcava 619.384 óbitos em decorrência da covid-19.  

Ainda há 2.830 óbitos em investigação – dados relativos a ontem. Essa situação ocorre pelo fato de haver casos em que o paciente faleceu, mas a investigação sobre a causa da morte demanda exames e procedimentos posteriores.

Até esta quarta-feira, 21.815.473 pessoas já se recuperaram da doença, o que equivale a 96,7% do total de contaminados.

Boletim informativo do Ministério da Saúde atualiza o número de confirmações da variante Ômicron no Brasil
Boletim informativo do Ministério da Saúde atualiza o número de confirmações da variante Ômicron no Brasil

Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde atualiza os números da pandemia de covid-19 no Brasil – Ministério da Saúde

Os dados estão no balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado na noite desta quarta-feira (5). A atualização reúne informações sobre casos e mortes enviadas pelas secretarias estaduais de saúde.

Os números em geral são menores aos domingos, segundas-feiras o nos dias seguintes aos feriados em razão da redução de equipes para a alimentação dos dados. Às terças-feiras e dois dias depois dos feriados, em geral, há mais registros diários pelo acúmulo de dados.

Ômicron

O total de infectados com a variante Ômicron chegou a 265. Ontem o número estava em 170. Do total registrado hoje, foram identificados 121 em São Paulo, 40 casos no Ceará e 38 em Goiás e em Santa Catarina. Ainda há 520 potenciais casos em investigação, a maioria no Rio de Janeiro (308) e Minas Gerais (114).

Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde atualiza os números da pandemia de covid-19 no Brasil.
Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde atualiza os números da pandemia de covid-19 no Brasil.

Estados

Segundo o balanço do Ministério da Saúde, no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 registradas até o momento estão São Paulo (155.277), Rio de Janeiro (69.515), Minas Gerais (56.695), Paraná (40.903) e Rio Grande do Sul (36.470).

Já os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (1.852), Amapá (2.024), Roraima (2.078), Tocantins (3.945) e Sergipe (6.059).

Vacinação

Até esta quarta-feira (5), foram aplicados 330,1 milhões de doses, sendo 161,3 milhões com a 1ª dose e 143,9 milhões com a 2ª dose ou dose única. Outros 15,5 milhões já receberam a dose de reforço.

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Covid-19: reações à vacina em crianças são raras, dizem especialistas

As chances de uma criança ter quadros graves de covid-19 superam qualquer risco de evento adverso relacionado à vacina da Pfizer, avaliam pesquisadores da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) ouvidos pela Agência Brasil.

A vacina já está em uso em crianças de 5 a 11 anos em 30 países, e cerca de 10 milhões de doses foram aplicadas somente nos Estados Unidos e Canadá.

Membro do Departamento Científico de Imunizações da SBP, Eduardo Jorge da Fonseca Lima tem acompanhado os dados de vigilância farmacológica divulgados pela autoridade sanitária dos Estados Unidos, o FDA. Entre as mais de 8 milhões de crianças vacinadas no país, 4% tiveram eventos adversos pós vacinação, e, entre esses casos, 97% foram leves, tranquiliza o médico.

“Um evento adverso muito falado e que preocupa as pessoas é a miocardite, que é uma inflamação no coração, que qualquer vírus ou vacina pode causar. De 8 milhões de doses aplicadas, houve um registro de apenas 11 casos, e os pacientes evoluíram bem”, destaca.

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) Flavia Bravo acrescenta que a miocardite pós-vacinação é muito rara, e mais rara ainda em crianças, já que acomete com mais frequência adolescentes e jovens adultos.

“Observou-se uma ocorrência raríssima de miocardite relacionada à vacina da Pfizer, 16 vezes menor que a incidência de miocardite causada pela própria covid-19”, analisa. “São casos raros, não houve nem uma morte por causa deles e a maioria nem precisou de internação”.

Imunizante

A vacina da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos tem uma formulação diferente e uma dose menor que a dos adultos e adolescentes, com apenas 10 microgramas (0,2 mL) do imunizante. Seu uso foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 16 de dezembro.

Segundo a Anvisa, a tampa do frasco da vacina é da cor laranja, para facilitar a identificação pelas equipes de vacinação e também pelos pais, mães e cuidadores que levarão as crianças para serem vacinadas. Para os maiores de 12 anos, a vacina, que será aplicada em doses de 0,3 mL, terá tampa na cor roxa.

O médico da SBP explica que, nos ensaios clínicos, os pesquisadores buscam a menor dose capaz de provocar uma resposta imune efetiva, e que, no caso das crianças, foi possível reduzir a quantidade. “Percebeu-se que as crianças têm um sistema imunológico que responde muito melhor que o dos adultos”.

Reações

Os especialistas afirmam que os pais podem esperar como eventos adversos reações comuns a outras vacinas que já fazem parte do calendário infantil do Programa Nacional de Imunizações (PNI), como dor no local da aplicação, febre e mal estar.

Flávia Bravo compara que a frequência de eventos adversos relacionados à vacina da Pfizer em crianças tem se mostrado inferior a de vacinas como a meningocócica b e a pentavalente, que já são administradas no país: 

“A gente recomenda aos pais o mesmo que a gente recomenda para qualquer vacina. Os eventos esperados são as reações locais, febre, cansaço, mal-estar. Podem aparecer gânglios. Esses eventos são todos previstos e autolimitados. Se o evento adverso estiver fora disso que ele já espera que aconteça com as outras vacinas, é hora de procurar o serviço que aplicou a vacina e o seu médico, se você tiver”.

Eduardo Jorge Fonseca reforça que os eventos adversos mais esperados são leves, como febre, dor no corpo e irritabilidade. Sintomas que devem alertar os pais para a necessidade de avaliação médica são febre persistente por mais de três dias, dor no tórax e dificuldade para respirar, aconselha ele, que reafirma que esses quadros são extremamente raros.

“A gente não está dizendo que a vacina tem 0% de risco. Estamos dizendo que a vacina é extremamente segura, que um percentual muito pequeno vai ter evento adverso, e a imensa maioria desses eventos adversos vai ser considerada leve”, explica Fonseca.

Covid-19 em crianças

O médico enfatiza que qualquer risco de evento adverso é inferior ao que vem sendo observado nos casos de covid-19 em crianças. De janeiro ao início de dezembro de 2021, um levantamento da Fundação Oswaldo Cruz mostrou que houve 1.422 mortes por síndrome respiratória aguda grave decorrente de covid-19 na faixa etária até 19 anos.

Outra preocupação no caso de crianças com covid-19 é a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica, quadro que gera inflamações em diferentes partes do corpo, incluindo coração, pulmões, rins, cérebro, pele, olhos ou órgãos gastrointestinais. Desde o início da pandemia, foram registrados 1.412 casos desse tipo no Brasil, causando 85 óbitos.

Os dados fizeram parte do embasamento de uma nota técnica divulgada pela Fiocruz em defesa da vacinação de crianças de 5 a 11 anos. Os pesquisadores da instituição escreveram que “ainda que em proporções de agravamento e óbitos inferiores aos visualizados em adultos, as crianças também adoecem por covid-19, são veículos de transmissão do vírus e podem desenvolver formas graves e até evoluírem para o óbito”.

Outro alerta diz respeito à disseminação da variante Ômicron, muito mais transmissível que as formas anteriores do novo coronavírus: “diante da transmissão e avanço atual da variante Ômicron, existe uma preocupação aumentada com seu maior poder de transmissão, especialmente, nos indivíduos não vacinados. Isso torna as crianças abaixo de 12 anos um grande alvo dessa e possivelmente outras variantes de preocupação”.

O pesquisador da Sociedade Brasileira de Pediatria acrescenta ainda que outro perigo é o desenvolvimento de um quadro de covid-19 longa, que pode trazer impactos cognitivos e prejuízos ao aprendizado. “O risco do adoecimento de uma criança por covid-19 e suas repercussões de curto prazo, como a própria miocardite pós-covid, as consequências da covid longa e a letalidade no Brasil, que é muito maior que em outros países, é incomparável ao risco-benefício de vacinar todas as crianças”, avalia Fonseca.

Ele rechaça a ideia repetida por movimentos antivacina de que o imunizante seria experimental: “esse nome experimental é altamente equivocado. É uma vacina recente, que passou por todas as fases de estudo clínico, que mostrou sua eficácia e sua segurança”.

Flávia Bravo ressalta que os pais devem ficar tranquilos em relação à segurança da vacina. Mesmo com a celeridade no desenvolvimento, nenhuma etapa de testagem foi pulada, os resultados foram avaliados por outros cientistas ao redor do mundo e agora a efetividade da vacina está sendo confirmada pelas autoridades sanitárias de cada país que já iniciou a aplicação. “Além de já termos ensaios clínicos pré-licenciamento que são tranquilizadores, na prática, na vida real, a gente está observando isso também”.

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Vacina contra a cepa H3N2 de Influenza chega em março, diz ministério

As vacinas para a nova cepa do vírus influenza, denominada H3N2, deverão chegar ao país em março. A informação foi dada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante coletiva para anunciar a inclusão de crianças no Plano Nacional de Imunização contra a covid-19.

“Ainda não temos essas vacinas específicas. Elas só chegam no final do primeiro trimestre. A OMS [Organização Mundial da Saúde] indica a cepa, e a vacina tem que ser produzida”, justificou o titular da pasta.

Segundo ele, a equipe do Ministério da Saúde está acompanhando os casos para avaliar o impacto. O mesmo vale para casos de flurona, nome dado à infecção simultânea pelo novo coronavírus e pela cepa H3N2.

Em sua conta na rede social Twitter, o secretário executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, destacou a circulação da variante e confirmou que a pasta tem registrado casos de H3N2 em diversos estados.

“Por isso recomendamos que todos os cuidados relacionados à saúde sejam priorizados”, disse Cruz. O uso de máscaras e a higienização das mãos ainda são sumariamente importantes”, completou.

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Bolsonaro sanciona lei que retira entrave para acordo da Lei Kandir

Firmado no fim de 2020, o acordo de compensação dos prejuízos de estados com a Lei Kandir teve o último entrave retirado. O presidente Jair Bolsonaro sancionou hoje (5) a Lei Complementar 190 de 2022, que regulamenta a cobrança do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em operações entre estados diferentes.

O texto foi sancionado sem vetos. A nova lei traz esclarecimentos à Lei Complementar 176, sancionada no fim de 2020, que estabeleceu o acordo fechado entre a União e os estados em maio do mesmo ano para repor perdas dos governos estaduais com a Lei Kandir.

A nova lei regulamenta a cobrança do ICMS em operações e prestações de serviço a consumidor final de outro estado, que não contribui com o imposto. O texto define detalhes como fato gerador, a base de cálculo do imposto e o tipo de contribuinte responsável pelo recolhimento.

A lei também especifica em que situações o estado que receber o bem ou o serviço deverá arrecadar parte do ICMS, mesmo nos casos em que mercadorias passem por outros estados até o destino final.

Acordo

Pelo acordo fechado em 2020, a União repassará, entre 2020 e 2037, R$ 58 bilhões aos estados exportadores para compensar perdas da Lei Kandir. Outros R$ 4 bilhões dos leilões do campo de petróleo da camada pré-sal de Atapu e Sépia serão partilhados entre os estados. Os leilões ocorreram em dezembro do ano passado, após diversas tentativas.

O pagamento será feito em parcelas anuais e decrescentes. De 2020 a 2030, os estados receberão R$ 4 bilhões por ano. Entre 2031 e 2037, o valor será diminuído em R$ 500 milhões por ano, até o último pagamento.

Pelo acordo, os estados terão dez dias, contados a partir de hoje, data da publicação da lei, para retirarem as ações judiciais que pediam compensações da Lei Kandir. Sancionada no fim dos anos 1990, a Lei Kandir desonera de ICMS, tributo administrado pelos estados, de mercadorias primárias e semielaboradas.

A União compensou as perdas de receita por várias décadas. No entanto, o valor era negociado anualmente com os estados. Isso levou diversos governadores a recorrerem à Justiça, alegando que os repasses eram bastante inferiores à perda de arrecadação.

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Eletrobras: sociedade opina sobre desestatização em audiência pública

A indenização que a Eletrobras receberá pelos investimentos realizados na Usina Hidrelétrica de Itaipu, estimada em R$ 1,2 bilhão, passará por aprovação dos acionistas minoritários em assembleia geral extraordinária (AGE), prevista para ocorrer em fevereiro próximo. A informação foi dada por Ricardo Justo, sócio da Genial, líder do consórcio contratado para assessorar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na desestatização da empresa, respondendo a questionamentos da sociedade em audiência pública virtual, transmitida hoje (5) pelo canal do BNDES no YouTube. Segundo ele, todas as informações estarão disponíveis no site da Eletrobras, na página de Relação com Investidores.

Justo esclareceu que a Eletrobras recebe remuneração sobre o investimento realizado e também pela comercialização de energia de Itaipu, mas afirmou que o impacto de Itaipu é bastante pequeno nas demonstrações financeiras da Eletrobras. Reafirmou que o valor de R$ 1,2 bilhão para ressarcimento de despesas da empresa vai ser submetido aos minoritários, que darão a palavra final. “O dinheiro que vem de Itaipu para a Eletrobras não é expressivo”. Sustentou que a União não participa da decisão. Considerou ainda que não há razão para que os minoritários não aprovem o valor definido, porque o processo não causa prejuízos para eles.

O chefe do Departamento de Estruturação de Empresas e Desinvestimento do BNDES, Leonardo Mandelblatt, deixou claro que o processo de capitalização não ocorrerá sem a concordância prévia do Tribunal de Contas da União(TCU). Manifestou, porém, que o órgão não vê irregularidades na operação.

Reestruturação

O presidente da Eletrobras, Rodrigo Limp, lembrou que a empresa vem passando, desde 2016, por um grande processo de reestruturação, com prejuízos sucessivos e alto endividamento. Hoje, entretanto, mostra um “caixa robusto”, com baixo endividamento. Disse que, olhando para investimentos futuros, será preciso considerar aplicações que gerem valor para a companhia. Um dos temores demonstrados por participantes da audiência pública se relacionaram a investimentos que teriam de ser feitos pela Eletrobras na Eletronuclear, para conclusão da Usina Nuclear Angra 3 e, com a Eletrobras privada, poderiam sofrer descontinuidade.

Limp ressaltou que uma vez capitalizada, a Eletrobras não precisará ter obrigação de efetuar investimentos, mas a expectativa é ampliar investimentos na geração e transmissão de energia no Brasil. A secretária Especial do Programa de Parcerias de Investimentos do Ministério da Economia (SEPPI), Martha Seillier, assegurou que resolução em vigor prevê que a Eletrobras realize investimentos necessários para a conclusão de Angra 3.

Leonardo Mandelblatt destacou também que a tarifa de Angra 3 será adequada, de modo a remunerar o investimento feito na construção da usina. Informou, por outro lado, que não há elementos para precificar indenização para populações que vivem às margens das linhas de transmissão da Eletrobras. A modelagem atual não fez essa precificação, indicou.

Oferta

Ricardo Justo respondeu ainda a outro questionamento apresentado na audiência pública referente à oferta para os empregados e aposentados da Eletrobras no processo de privatização da companhia, equivalente a 10% da oferta total, ou cerca de R$ 2,5 bilhões. Negou que a oferta seja baixa. Seria algo em torno de R$ 200 mil se cada empregado decidisse adquirir ações. Lembrou que os empregados podem participar ainda na operação como varejo, beneficiando-se ainda das regras do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) que prevê a liberação de até 50% do fundo para compra de ações.

Para Rodrigo Limp, hoje foi um dia importante na privatização da Eletrobras porque teve a oportunidade de ouvir questionamentos da sociedade, o que deu transparência e publicidade ao processo. “Sabemos que é um processo complexo que gera dúvidas”. 

A assinatura de acórdão com o TCU está estimada para março, prevendo-se a realização da oferta primária de ações no mês seguinte.

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Avião com cantora Maiara faz pouso emergencial em Florianópolis

Na noite da última terça-feira, 4, um avião da Latam que transportava a cantora Maiara, da dupla com Maraisa, fez uma parada emergencial após chocar-se com um pássaro em Florianópolis, capital de Santa Catarina. De última hora, a aeronave precisou pousar no Aeroporto Internacional Hercílio Cruz por apresentar riscos na turbina devido ao incidente aéreo com a ave. O episódio não causou nenhum ferido, e os passageiros foram realocados em novos voos. Maiara voltava de uma apresentação com a irmã na cidade de Itajaí. A artista também participou de almoço…

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Saúde anuncia inclusão de crianças na vacinação contra covid-19

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fala hoje (5) sobre a inclusão de crianças de 5 a 11 anos no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19. O ministro deverá detalhar informações sobre os imunizantes que serão aplicados, os intervalos entre doses e como será a incorporação dessa faixa etária no Plano Nacional de Imunização (PNI).

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Plano para vacinação infantil está pronto, diz governador de São Paulo

O governo de São Paulo disse hoje (5) que o planejamento de vacinação de crianças contra a covid-19 no estado está pronto e que, assim que o Ministério da Saúde enviar as doses de vacinas da Pfizer específica para o público infantil, as crianças de 5 a 11 anos do estado começarão a ser imunizadas.
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Com alta na procura, DF está perto de zerar vacina contra gripe

O governo do Distrito Federal (GDF) informou ontem (3) estar próximo de esgotar todos os estoques de vacina contra o vírus da influenza, a gripe comum, e que não há previsão de reposição dos imunizantes.
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São Paulo descarta medidas restritivas para conter covid-19 e gripe

Mesmo com a alta de casos e de internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) nos últimos dias, o Centro de Contingenciamento do Coronavírus em São Paulo não acha necessário voltar a fechar o comércio e endurecer as medidas restritivas contra o novo coronavírus (covid-19) no momento.

“O comitê científico não vê, neste momento, a implementação de novas medidas restritivas. Entendemos que o aumento de casos não está sendo acompanhado de forma que cause preocupação nas internações. E as orientações continuam as mesmas: evitar aglomerações, seja em ambiente fechado ou aberto. Essa variante [a Ômicron] tem capacidade de transmissibilidade muito alta”, disse João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo.

“Mesmo que a gente tenha percebido uma movimentação maior nas internações, um aumento de 30% na última semana, estamos partindo de um patamar que estava muito baixo”, explicou. Segundo ele, apesar de percentualmente representar um grande aumento, isso não vai colocar em risco a capacidade de atendimento das redes de hospitais do estado.

A taxa de internação em todo o estado ainda é baixa e está em torno de 27,7% neste momento, informou Gabbardo. Mas o aumento observado nos últimos dias e, principalmente, as notícias de explosão de casos em outros países da Europa e também nos Estados Unidos, já vem acendendo um alerta nas autoridades de São Paulo.

Desde dezembro, apesar de problemas no sistema Sivep-Gripe estarem dificultando a contabilização de casos, o estado vem observando um aumento de casos e de internações por síndrome respiratória aguda grave. Esses casos, segundo o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, englobam não só as confirmações de covid-19, mas também de H3N2 e de outros vírus respiratórios. Só de ontem (4) para hoje (5), as internações em unidades de terapia intensiva (UTIs) passaram de 1.163 para 1.281 em todo o estado de São Paulo. Já na enfermaria, o aumento foi maior, passou de 1.881 ontem para 2.123 hoje.

“Tivemos um leve incremento hoje de 26,66 % [em UTIs) e, nas enfermarias, esse incremento acabou sendo maior”, informou o secretário. “O maior aporte de internação acaba sendo em enfermaria”, acrescentou.

Vacinação

Até então, o avanço da vacinação fez os casos e internações despencarem em São Paulo. Mas com o surgimento de uma nova variante, a Ômicron, que é mais transmissível, e com o aparecimento de uma nova variante do vírus Influenza H3N2, chamada Darwin, o Brasil vem enfrentando um novo aumento de casos, de procura por testes e de internações. Especialistas têm apontado que o país deve enfrentar novamente um momento difícil da pandemia já nas próximas semanas.

De acordo com Jean Gorinchteyn, uma das explicações para o aumento de casos é que as pessoas relaxaram no uso da máscara. “Nós tivemos um aumento de síndromes respiratórias especialmente nos prontos-socorros. Isso se deve à covid-19, à própria Influenza, especialmente a H3N2, a mais prevalente, e a outros vírus respiratórios, como o resfriado comum. Portanto, esses quadros denotam claramente que as pessoas retiraram as máscaras de forma muito abrupta, especialmente nos ambientes de confraternização e nos ambientes sociais, favorecendo dessa forma a transmissão”, disse o secretário. 

“E vimos o aparecimento de uma nova variante [do coronavírus], a Ômicron, que hoje corresponde a 66% de todos os casos de covid-19 detectados. É uma cepa mais infectante, o que faz com que tenhamos aumento na assistência. Mas felizmente temos a vacina [contra a covid-19], que faz com que o impacto de pessoas graves fosse muito reduzido e estivesse muito mais relacionado à gripe do que à covid-19”, acrescentou.

Postos de saúde

Além do aumento de internações, o estado de São Paulo vem observando um grande aumento na procura por postos de saúde, com grandes filas de espera por atendimento. Para Gabbardo, uma das explicações para essa grande procura é o fato de haver poucos lugares fazendo testes. 

“Temos que achar uma solução para isso. O aumento da testagem em locais diferentes e de mais fácil acesso da população é fundamental para não ter acúmulo nas unidades de saúde”, disse.

O infectologista Ésper Kallas, também integrante do comitê, disse que os médicos têm notado um aumento expressivo de casos de covid-19 com quadros mais leves em pessoas que tomaram duas ou três doses da vacina.

Carnaval

Para os integrantes do Centro de Contingência, não há condições, neste momento, para a realização do carnaval. Mas a decisão não cabe a eles, mas aos prefeitos. “O carnaval pode ser analisado em dois aspectos. O primeiro são os desfiles de escolas de samba, em que é situação parecida com estádios de futebol, em que há possibilidade de ter controle, exigindo que todos estejam vacinados e que continuem usando máscaras. Mas o carnaval de rua nós não temos como fazer um controle, pois fica liberada a participação de todos, não tem como verificar a vacinação e a aglomeração é imensa. Eu acho que é impensável manter o carnaval nessas condições”, disse Gabbardo. “Mesmo no desfile de carnaval temos que pensar que as pessoas que vão chegar para o desfile vão se aglomerar no trem, no ônibus. E isso é um risco muito alto”, alertou.

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Aumentam casos de covid-19 nos navios de cruzeiros na costa brasileira

Mesmo com a suspensão temporária da operação de navios de cruzeiros nos portos brasileiros, anunciado pelas operadoras na segunda-feira (3), após a recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Ansiva) para suspender a temporada, os cinco navios que estão em águas territoriais reportaram 222 casos positivos para covid-19 a bordo das embarcações.

Os dados são da última atualização do monitoramento feito pela Anvisa, divulgado na noite de ontem (4). A retomada das operações dos navios de cruzeiro foi autorizada pela Portaria Interministerial 658, de 5 de outubro de 2021, da Casa Civil, e dos Ministérios da Justiça e Segurança Pública, Saúde e Infraestrutura. A norma dispõe sobre restrições e medidas temporárias para a entrada no país, em decorrência da pandemia.

MSC Preziosa

Pelos protocolos vigentes, o navio tem capacidade para 3.016 passageiros e está no nível 3 do cenário epidemiológico. O MSC Preziosa atracou na manhã de hoje (5) no porto do Rio de Janeiro, com o registro de 25 casos de covid-19 entre os tripulantes e oito entre os passageiros.

A operadora MSC Cruzeiros não respondeu à reportagem para informar se todos os passageiros foram desembarcados ou apenas os que testaram positivo. Houve embarque de passageiros no domingo (2), mesmo dia em que 28 pessoas com covid-19 haviam desembarcados do navio no Rio de Janeiro.

Os moradores da cidade e de localidades próximas foram direcionados para ficarem isolados em suas casas ou de parentes ou amigos. As nove pessoas que não moram no estado foram hospedadas em um hotel na cidade, onde ficarão em isolamento por um prazo de 10 dias a contar do início dos sintomas.

MSC Splendida

O navio interrompeu as atividades no dia 31 de dezembro, após a notificação de 51 tripulantes e 27 passageiros com a doença.

A embarcação está em área de fundeio no Porto de Santos (SP), sem passageiros a bordo, mas há 62 casos positivos de covid-19 entre os tripulantes.

O navio tem capacidade para 3.051 passageiros e encontra-se no cenário epidemiológico nível 4 no domingo (2), ou seja, está em quarentena.

Costa Diadema

Também teve as atividades interrompidas no dia 31 de dezembro, em Salvador (BA), com o registro de 68 casos de covid-19, sendo 56 tripulantes e 12 passageiros.

O navio está em área de fundeio no Porto de Santos (SP), sem passageiros, e no momento há 30 tripulantes que testaram positivos para covid-19.

O navio tem capacidade para 2.368 passageiros e está em quarentena, com cenário epidemiológico no nível 4.

Costa Fascinosa

Segundo a operadora Costa Cruzeiros, o navio deixou o Porto de Santos na segunda-feira (3), onde não houve embarques, e irá aportar amanhã (6) no Rio de Janeiro, para desembarque completo dos passageiros, que subiram a bordo no dia 30.

A Anvisa informou que foram reportados dois casos de covid-19 entre os tripulantes e cinco entre os passageiros. A capacidade é de 1.083 passageiros e a embarcação está no nível 3 do cenário epidemiológico.

MSC Seaside

O navio está no nível 3 do cenário epidemiológico e deve aportar no Porto de Santos amanhã. A capacidade é para 3.622 passageiros e há 65 casos de covid-19 entre os tripulantes e 25 entre os passageiros.

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